Tudo começou em uma manhã chuvosa, quando o computador da família travou pela terceira vez seguida. Foi naquele instante, entre o restart e o cheiro de café passado pela minha mãe, que entendi que eu não queria mais ser usuário. Eu queria entender o que estava do outro lado do cursor piscando.
Isso é o que eu diria se estivéssemos em um livro de aventura ou em um filme biográfico. Na verdade, a história é um pouco menos romântica: eu tinha 16 anos e estava repetindo o primeiro ano do ensino médio — talentoso por natureza, preguiçoso por vocação. Então decidi que ou eu estudava, ou abraçava o destino de trabalhar sob o sol latente do meio-dia em uma obra de construção civil. O computador era a distração mais interessante que eu tinha à disposição, e foi assim que acabei me apaixonando por software.
Trabalho com sistemas distribuídos, infraestrutura como código e a teimosia de não aceitar abstrações que não consigo explicar para um colega em três minutos. Acredito que toda boa arquitetura de software é, antes de tudo, uma boa decisão sobre o que não fazer. Foram muitas decisões erradas ao longo da vida até chegar à conclusão de que menos é mais, e de que a melhor linha de código é aquela que você não escreve.
Este jornal é meu portfólio — mas é também um manifesto pessoal. Aqui você encontra os projetos de que me orgulho, os artigos que escrevo quando tenho tempo e vontade, e um classificado pedindo que você entre em contato, se essa conversa fizer sentido pra você também.
Boa leitura.
